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terça-feira, 13 de setembro de 2016

O incontrolável amor de Deus


Mestre El Morya

Canal: Maria Silvia P. Orlovas

Um dia eu fui um homem e eu caminhei pelas terras altas, procurando o meu caminho. Eu queria encontrar aquele que seria o meu Reino.

Eu vim de uma história triste, de muitas famílias brigando, de muitas disputas de poder. E quando eu e meus familiares chegamos perto de um rio, ali seria construído um grande Reino. Os homens vieram carregando as barracas… Os homens vieram trazendo as nossas posses; as mulheres, as crianças.

E ali foi edificada, a princípio, uma aldeia. Depois, um Templo – como era de costume na época – se construía a Torre para Deus, antes de construir a Torre para o homem. E eu fui morar nesse ambiente. Trazido do nada, crescido da terra, construído pelas mãos de homens que tinham fé.

E ali nós passamos grande parte da nossa vida, na luta pela construção. E quando uma das primeiras edificações estava ficando pronta, o meu pai, que já era mais velho, faleceu. E eu, que era um jovem ainda – muito imaturo – assumi o trono.

Um trono que não era feito de ouro. Um trono que não tinha uma coroa. A minha coroa era a minha história, as minhas memórias, as memórias de honradez, de conquistas da minha família, crenças que a minha família tinha, forças herdadas dos meus ancestrais.

E ali, nós fizemos a nossa morada. Uma morada que precisou de muito, muito esforço. Cada dia era um vencimento. Cada tempo que passava, cada mês que se passava, cada Lua que se erguia no céu… Era para se olhar para trás e comemorar o esforço que foi feito.


Então, nós nos reuníamos em torno de uma fogueira, à luz do luar… E passávamos a limpo tudo aquilo que estávamos fazendo juntos – eu e o meu grupo. E ali, com todo aquele esforço naquela vida, o meu grande aprendizado foi aprender que Eu Sou o que Eu Sou. Desde que eu possa estar com os outros.

Eu aprendi que Eu Sou o que Eu Sou, quando eu posso compartilhar.

Eu Sou o que Eu Sou, quando sou capaz de pedir ajuda, quando sou capaz de receber a inteligência do outro, de reconhecer o bem do outro. Porque, todos juntos, criamos uma grande força.

E assim passávamos as semanas, passávamos os meses, sempre nos reunindo. Sempre sentados à luz da Lua, aquecidos pelo fogo, comendo a comida que nós mesmos estávamos plantando, cultivando, cuidando.

Foi uma vida de extremo sacrifício. Onde todo o nosso povo abriu mão de vaidade, abriu mão de desejos, porque fomos escolhidos pela simplicidade. Foi um momento de mudança. O meu povo estava sendo convidado a mudar, a fazer diferente, a viver diferente.


Nós saímos de uma cidade grande, de um lugar grande, rico, porque nós não queríamos mais a guerra. Nós fomos desertores de um outro Reino: meu pai, minha família, os amigos, pessoas muito honradas que não queriam mais brigar.

Então, nós nos retiramos e fomos embora caminhando, sem ter nada. Guiados pela Lua, guiados pelas estrelas, buscando um canto onde não incomodássemos ninguém. Onde não tivéssemos mais que disputar pelo desejo, pelo sonho, pelo dinheiro, pela comida, ou apenas por um olhar negativo de alguém – não queríamos mais a guerra. E a única forma foi ir embora do conflito.

Mas pagamos um preço honrado pelas nossas escolhas. E esse preço foi morar num lugar nunca antes habitado. E construir, do nada, um Reino que acolhesse as nossas pessoas, as nossas cabeças, nossos filhos e nossas crenças.

E assim, eu lutei durante a minha vida inteira, para oferecer aos outros e a mim mesmo o fruto de uma escolha muito consciente de não mais brigar.

Eu Sou El Morya. E esta foi uma de minhas vidas de grande aprendizado. Um aprendizado que eu compartilho com vocês, meus amados irmãos, filhos da minha Luz. Não briguem! Acabou o tempo das brigas. Acabou o tempo de buscar, ganhar o seu em detrimento de alguém.

Foi-se o tempo da necessidade da supremacia do ego, da vaidade, das disputas, das necessidades exageradas. Contentem-se com pouco e terão muito. Eu não falo aqui de pobreza. Nem de abrir mão dos seus poderes e dos seus conhecimentos, ao contrário.

Meus amados, é o momento de usarem toda a sua força a seu favor. De construirem as casas aonde não existem casas. E de compartilharem, de aprenderem a conviver com as pessoas, de aprenderem a estar com as pessoas. De edificarem o seu caminho do bem.

De fazerem com que seus grupos de amigos se unam para falarem na palavra de Deus. Que seus colegas – pessoas que pensam como vocês – se encontrem a cada Lua, à beira da fogueira, para falarem o nome de Deus. Conversarem sobre Deus, conversarem sobre o Trabalho Espiritual.

Servir a Deus é servir à sua própria elevação, acima de tudo. Muitos fazem a caridade doando aquilo que lhes é supérfluo. A verdadeira caridade é doar aquilo que lhes é mais caro, que é o seu tempo e a sua consciência.

Então, pense em você. Pense quem você é. Pense quem é esse Eu Sou que está dentro de você. E a cada dia que abrirem os olhos, se comprometam com o seu dia, porque é você quem faz o seu dia.

As situações kármicas, os aprendizados, assim como os desafios que estão no seu caminho, ali estão para você provar a você mesmo, que você é o seu Eu Sou. Não reclamem da vida, não reclamem da sua colheita, porque vocês estão hoje, colhendo exatamente aquilo que plantaram, num passado não tão remoto.

A sua vida hoje é o reflexo de tudo o que já foi, tudo o que você já fez, tudo o que você escolheu. Reconheça a sua Luz, porque cada lição que está no seu caminho, foi uma lição escolhida por você mesmo, para você mudar.

E nunca aponte a lição do outro. Nem diga que a vida do outro é fácil, porque esse respeito à dor e sofrimento, aos seus parceiros e colegas na caminhada, é que torna você um Ser de Amor.

Eu Sou o que Eu Sou, se tornou o meu mantra. O mantra em que eu tive que me tornar um homem humilde. De Chefe, de Rei [*], de orientador do meu grupo, a lição que eu tiro maior de todas é a humildade. Porque sozinho eu não pude reinar. Eu precisei de cada uma daquelas pessoas para me acolher, me amar e me suportar. Assim… Eu me doo com amor. E eu recebo com amor.

Ofereço a vocês a minha energia da Chama Azul. Sinto-me como vocês, honrado por fazer parte dessa grande mudança que acontece no Planeta. Uma mudança que acontece dentro de cada um.

Recebam as minhas bênçãos e luz. E caminhe na Consciência do Eu Sou. A cada dia, sendo, se tornando um Ser humano melhor do que aquele que acordou com você, hoje.

Eu Sou o que Eu Sou.

Tenham Luz e tenham Paz.
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[*] Mestre El Morya animou a personalidade de Rei Arthur (Nota do Blog ALMA CÉLTICA).
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Fonte: http://mariasilviaporlovas.blogspot.com.br/